A Última Quimera




Autora: Ana Miranda
Título: A Última Quimera
Editora: Companhia das Letras

Este livro conta um pouco sobre quem foi Augusto dos Anjos. Através da narração de um, então, amigo de infância de Augusto, o leitor é jogado na vida de um homem que sofre com a perda do amigo e mergulha nas memórias de sua vida com ele. Esse poeta notável que viveu sem nenhum reconhecimento e, depois de sua morte (1884-1914), tornou-se uma lenda, tem uma história encantadora. Além do mistério do narrador, Ana Miranda consegue, através de muita pesquisa e carinho, trazer para nós um livro envolvente que, sem querer, aumenta o nosso conhecimento sobre esse poeta que viveu sem ver seu trabalho reconhecido.

Augusto dos Anjos foi um poeta livre e verdadeiro, segundo o narrador. Durante sua vida, onde o romantismo, o parnasianismo, o realismo e o simbolismo travavam longas lutas para saber qual escola se consagraria, Augusto não escrevia nada relacionado a elas e, por isso, foi ignorado pela sua época e, só se tornou famoso por todo o país depois de sua morte.

Colcha de Leituras




Autor: Jonas Ribeiro
Título: Colcha de Leituras - Ensaios para unir amores e alinhavar leitores
Editora: Mundo Mirim
Páginas: 88


"Quem lê fica mais sexy." Jonas Ribeiro já disse tudo. E temos que agradecer a Lygia Bojunga por ter "alfabetizado seu coração" e seduzido mais essa mente ao mundo das letras. Durante o livro, Jonas narra como surgiu e cresceu seu amor pela leitura. É uma história bem interessante... qual de nós não iria querer trocar cartas com nossos autores favoritos? *-*


Existem duas edições desse livro em minhas mãos, uma pela editora Mundo Mirim (2009) e outra pela Elementar (2002). Li a da Mundo Mirim, e pude perceber o que você perde de um edição para outra. Por exemplo, a edição da Elementar tem mais citações que na do Mundo Mirim; na Elementar tem dois capítulos de autoras convidadas, no Mundo Mirim, não. No livro de 2002, já se falava do e-book, enquanto que o de 2009, nem se tocou no assunto. Enfim, são algumas diferenças que são notadas e sentidas. 

O livro em si é lindo e delicioso de ler. Trás, por meio de prosa e poesia, o amor que Jonas tem pelos livros e pela leitura e quer passar para todos que conhece, direta ou indiretamente. Aproveita também e dá dicas de como pode-se alinhavar leitores em torno de algo simples e apaixonante: a leitura da Literatura.
“A realidade interna de quem lê não tem limites e o próprio ato de ler alarga a espiritualidade, propicia felicidade e coloca as respostas e soluções de que o leitor precisa aos seus pés.”, p. 8

A Seleção - The Selection #01


Autora: Kiera Cass
Título original: The Selection

Tradução: Cristian Clemente
Série: The Selection 
Editora: Seguinte


America Singer é uma Cinco. Ela está muito em paz com a sua situação de vida. Ama seus pais, mas tem um carinho muito maior pelo seu pai, pois a sua mãe está, sempre, exigindo muito dela.

A casa da família Singer recebe sua carta informando que eles poderão inscrever uma jovens de 16 a 21 anos para participar da competição que decidirá quem será a nova Princesa de Illéa, a esposa do Príncipe Maxon. Essa é uma oportunidade única para mudar a vida de qualquer família 3,4,5,6,7 ou 8, se ela for escolhida para ser a Rainha, todos serão beneficiados.

Porém quando America se vê cara a cara com os papeis de inscrição, todo o seu ser está sendo puxado em outra direção.
"Sua boca estava bem perto do meu ouvido. Não era justo; ele sabia que isso ia me distrair." America, p. 28
Aspen é o dono do seu coração. Mas o amor deles não pode ser gritado aos sete ventos, porque ele é um Seis. E ninguém deve casar com alguém de classe menor. Então, depois de muita argumentação, America preenche os papeis e para surpresa de todos, inclusive dela, ela foi chamada para concorrer com outras 34 garotas por uma coroa que ela não queria. E para conviver com um príncipe que ela não conhece.
"Vontade era um luxo que não podíamos ter. Éramos movidos à base de necessidades." America, p. 39
Porém, uma vez no castelo, ela verá um outro lado de todos que ela conhece: das garotas com que está competindo e, principalmente, de um tal de Maxon.
"- Você chama todas de 'minha querida'?
- Sim, e todas parecem ter gostado.
- É exatamente por isso que eu não gostei." America e Maxon, p. 145-146
E dessa amizade estranha e encantadora que nasce entre o Príncipe e ela permite que America fique sabendo de algumas informações secretas sobre o reino. Ataque rebeldes ao palácio são muito comuns, e ficaram um pouco mais constantes com as garotas lá. Enquanto as 35 estão hospedadas lá muitos ataques acontecem. Os rebeldes são divididos em dois grupos: Norte e Sul.
Os nortistas são uma facção mais fraca e mal organizada. Já os sulistas têm um poder de destruição muito maior e causam muito mais estrago quando resolvem atacar. O que será que eles querem? Destruir o governo ou apenas perturbar a ordem, fazer com que a população esteja constantemente com medo?

No final, Maxon é forçado a tomar uma difícil decisão em relação à America. E America é confrontada com o seu passado. Literalmente tem alguém mexendo com a vontade dela. Será que ela continuará na competição depois te ser tentada a sair?

No mesmo mundo distópico de Jogos Vorazes, A Seleção se parece muito com com essa realidade futurista. Eu encontrei muitas semelhanças com aquela série, e foi como se estivesse lendo uma versão soft da trilogia. Mas apesar de tudo isso, o enredo e as personagens de Kiera te envolvem (fora que algumas tiradas da autora são hilárias). Leiam e comprovem!
"Claro mãe. Vou continuar dizendo ao príncipe que ele não tem chance comigo e a ofendê-lo sempre que possível. Excelente plano." America, p. 156


Demorou, mas chegou!
O que acharam?
Boa Noite

O Enigma da Borboleta


Autora: Kate Ellison
Título original: The Butterfly Clues
Tradutora: Alicia Klesck
Editora: Leya

Ganhei a prova do livro em um Evento. Portanto, ele ainda não foi lançado. Mas espero que gostem dele tanto quanto eu, quando tiverem a oportunidade de o ler. É um livro M A R A V I L H O S O. Alguns blogueiros já tiveram a oportunidade de lê-lo e, com certeza, falarão extremamente bem dele. Eu falarei extremamente bem dele. Aqui vai!

Confesso que a narrativa mexeu muito comigo. De uma forma boa! O thriller de estreia de Kate é um sucesso e encontrará muito leitores!

Penelope Marin, Lo, tem Transtorno Obsessivo-Compulsivo, TOC: o número perfeito é o 9 e todas as suas derivações: 3, 6, 18, 27... E o modo como isso é descrito no livro, faz com que entremos na cabeça da personagem de tal forma, que passamos a entender quem ela é, como ela pensa e se sente. 
"Preciso saber que a beleza existe, assimilá-la, cercar-me dela, sentir seu calor me envolvendo. Às vezes, preciso dela somente para respirar. Para definitivamente conseguir passar mais um dia arrastado e solitário no colégio." Lo, p. 20
Mas, infelizmente, o TOC a atrapalha, a envergonha e a impede de ter a vida normal. É possível, ainda, dizer que, além de atrapalhar seu dia a dia, as suas manias, também acabam colocando em risco a sua vida.

Como?... Compre o livro quando lançar, porque vale MUITO a pena. ; )

O começo, para mim, foi meio confuso, porque eu não sabia do que Lo estava falando, porque não li a sinopse, e nem sabia que a narradora se chamava Lo. Até que tomei vergonha na cara e li as orelhas e afins. 
A história já começa dentro da confusa cabeça dela, e até nós conseguirmos no situar por lá, já passou o primeiro capítulo, portanto só aconselho vocês a lerem com um pouco de atenção essa parte e já era, o resto do livro corre como água. 

Depois da morte do seu irmão, Oren, a família de Lo nunca mais foi a mesma. Ela nunca mais foi a mesma, Lo sofre com a perda do irmão em silêncio, pois seus pais se afastaram, esqueceram-se dela. A mãe vive constantemente dopada por medicamentos e o pai trabalha 16 horas por dia. 
"Ela não sabe de nada da minha vida - que a solidão é constante, que aprendi a lidar com meu próprio jeito, que aprendi a viver sem ela. Aprendi a viver sem ninguém." Lo, p. 22
Com isso, fica meio impossível para Lo não se aventurar no mundo dos Mercados de Pulgas que contém todos os tesouros que ela precisa guardar em segurança dentro do seu quarto. E num sá-ba-do, dia sagrado para ela, Lo visita Neverland. O pior bairro da cidade no qual ela poderia ter parado.

Lá, acaba esbarrando em duas pessoas que mudarão a sua vida totalmente: Flynt e Mario. Flynt, um garoto lindo e misterioso que a derruba na barraca de Mario, onde ela vê dois objetos muito singulares: uma borboleta e um colar. Pois ele pertenciam a uma garota que acabou de ser assassinada pelas ruas de Neverland, Sapphire, dançarina na boate Tens, 19 anos. Sapphire se encaixa no quadro de motivos para que a polícia não se interesse muito pelo seu assassino. Mas Penélope se importa. (E você não descobre o motivo maior de tudo isso, até os capítulos finais, nos quais todo o mistério é resolvido).
"- E o pior é que a polícia está cagando. Já abandonaram o negócio todo. Nem estão mais investigando. Não mesmo." Lo, p. 45
Resumindo, Lo fica obcecada com a história mal resolvida Sapphire e resolve investigar por conta própria, porém, ela precisara tomar muito cuidado, porque nada disso é um jogo. E já a avisaram disso.
"Agora estamos nisso juntas, Sapphire e eu; nos tornamos responsáveis uma pela outra. Nossas vidas e nossas mortes. Sem volta." Lo, p. 106
E o que eu posso falar de Flynt
"Estar com Flynt é estranhamente libertador. Ele é diferente de todas as outras pessoas que eu conheci, o que me faz sentir menos uma absoluta anormal e alienígena." Lo, p. 52
Bom, ele, como todos os perdidos de Neverland, também tem um segredo. Mas isso só faz com que Lo fique mais interessada nele e na sua história. Porém, até que ponto a amizade de dois estranhos pode sobreviver? Principalmente quando um passa a desconfiar do outro?

Quem é Bird? Quem é Anchor? Quem é Aaron? Quem é Gordon Jones? Quanto mais ela procura, em mais perigo se coloca. Com a tensão sempre constante e a promessa de um romance é um livro que te prendará a ele até a última página, até que o assassinato de Sapphire seja resolvido. Até que Lo esteja a salvo. Mas... será que isso é possível?



Quem vai querer ler, quando for lançado?
Let me know!
Boa Noite.

Como e Por Que Ler os Clássicos Universais Desde Cedo

Autora: Ana Maria Machado
Título: Como e por que ler os Clássicos Universais desde cedo
Série: Como e por que ler
Editora: Objetiva

Ana Maria Machado, além de abordar temas que não estamos acostumados a tratar, por exemplo a importância dos clássicos e como essas diversas heranças que são usadas hoje em dia, também nos dá dicas de como podemos ler e apreciar  essas heranças escritas. 

A cada capítulo, ela trata um tipo de clássico, como foi a sua experiência ao lê-lo e faz diversas considerações sobre a importância deles em nossas vidas e na história da literatura.


Devo confessar que quando o li, imaginei uma autora muito mais jovem, mas depois de ter visto a foto dela, entendi como que ela pode falar com facilidade de tantos livros, porque ela teve muito tempo para lê-los e estudá-los.

Ana Maria Machado é autora de 108 livros, e nesse, narra todo o seu amor pelos clássicos e suas impressões.

Cada capítulo aborda basicamente esses temas, respectivamente:
  • clássicos gregos, como Ilíade e Odisseia;
  • a Bíblia;
  • a leitura da Idade Média, com os cavaleiros da Távola Redonda e chegando até Dom Quixote;
  • as adaptações teatrais e (hoje em dia, as cinematográficas) de livros antigos e contemporâneos como As Viagens de Gulliver e Eu, Robô;
  • os contos de fadas, desde suas origens, até novos escritos que são antes de tudo adaptações dos contos que já conhecemos, Cinderela com referências chinesas e Bela Adormecida que não é uma coisa tão meiga no manuscrito original; 
  • histórias marítimas, de grandes navegações e aventuras;
“Parece-me que o mar é uma excelente metáfora para a literatura, para os prazeres e desafios que ela nos traz, sua imensidão, sua variedade, sua profundidade, sua beleza sempre nova e mutante, sua capacidade de nos alimentar de forma quase infinita.”, p. 83
  • folhetins histórico-fantasias (que se passam em terra firme) como em O Homem da Máscara de Ferro ou Sherlock Holmes.
  • o charme dos contemporâneos como O Apanhador no Campo de Centeio de J. D. Salinger, ou Ponte Para Terabitia. (Quem não chorou com esse filme? Eu lembro que quando o assisti fiquei revoltadíssima). 

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